Um belíssimo pensamento este de um poeta brasileiro Guimarães Rosa...
Quem me conhece sabe que eu sou uma admiradora de Maria Bethânia especialmente pela redescoberta que elas nos traz destes "tesouros"...
Preciso de viver horinhas de descuido a ver se acho a Felicidade...
Enquanto isso vou deliciando-me nas melodias cantadas e sentidas por esta baiana que é realmente sublime na escolha dos autores que interpreta...
Feitiços desabafados...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O Tempo... Remédio amargo e doce Veneno
Nunca fui pessoa de silêncios...
Mesmo quando eles eram bâlsamos num quadro de emoções perturbadas sempre quis (quero) uma palavra muda...
As palavras escritas, mudas, eternas aliadas do silêncio, carregam em si a nobreza da cumplicidade com o mais profundo Eu.
Assim, numa clara -ou desesperada- tentativa, sempre quis organizar as emoções vertendo um ou outro pensamento em papéis brancos, guardanapos de café ou diários emergentes de um impulso de escrita...
Mas se me encontro ou reencontro nessa escrita, é pela leitura que mais descubro outras frases que tão bem dizem o que, por vezes, calo...
No último livro que li "tropecei" neste pensamento:
“O tempo é o lenço de toda a lágrima”.
... Como poucas e simples palavras numa conjugação ainda mais simples carregam uma densa e implacável verdade!...
O Tempo limpa as lágrimas, o Tempo enxagua as lágrimas, o Tempo seca e rasura as lágrimas...
... O Tempo...
Daqui salto para o meu tempo, os meus tempos...
E hoje foi tempo de escrever...
Beijos enfeitiçados e sorrisos endiabrados!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Em luta....

Isto tem sido a causa da minha profunda tristeza pela alteração de tudo no meu fisíco e emoções...
( apeteceu-me o desabafo... )
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O Mar ...
E sempre que chego ali, àquele limite ilimitado tido em mim como libertador, o meu Ser como que renasce!
Os cheiros enfeitiçam-me, a brisa afaga-me, a imensidão pacifica-me, os sons embalam-me...
Como eu preciso desses momentos para me resgatar dos labirintos em que me deixei perder durante a semana.
Às vezes questiono-me se não me deixo neles perder, confundir e (enfim) extenuar, propositadamente na ânsia de viver a sensação desse renascimento....
Enquanto cravo os pés na frescura da areia e procuro encontrar uma possível coreografia nos vôos esvoaçantes das gaivotas, sinto-me tomada pela harmonia do ambiente e, aí, pelo banal e vital respirar, em jeito de catarse, reencontro-me! É maravilhoso...
Não sei se o Mar tem este efeito sobre todas as pessoas e -francamente!- também não me importa.
Quanto a mim, ele é o companheiro perfeito: entende-me no silêncio, não pergunta "porquê?", recebe-me depois das ausências silentes e reinventa-me na simplicidade da sua existência.
A ele me entrego com a força de todos os sentidos bem segura de que os meus segredos nele vivem...
Jamais dispensarei na minha vida este pequeno mas indefectível prazer de tornar o Mar meu cúmplice pois que são estes momentos de confissão, entrega e reinvenção que me fazem como sou e me conferem a plenitude.
Feitiços e poções de maresias...
Os cheiros enfeitiçam-me, a brisa afaga-me, a imensidão pacifica-me, os sons embalam-me...
Como eu preciso desses momentos para me resgatar dos labirintos em que me deixei perder durante a semana.
Às vezes questiono-me se não me deixo neles perder, confundir e (enfim) extenuar, propositadamente na ânsia de viver a sensação desse renascimento....
Enquanto cravo os pés na frescura da areia e procuro encontrar uma possível coreografia nos vôos esvoaçantes das gaivotas, sinto-me tomada pela harmonia do ambiente e, aí, pelo banal e vital respirar, em jeito de catarse, reencontro-me! É maravilhoso...
Não sei se o Mar tem este efeito sobre todas as pessoas e -francamente!- também não me importa.
Quanto a mim, ele é o companheiro perfeito: entende-me no silêncio, não pergunta "porquê?", recebe-me depois das ausências silentes e reinventa-me na simplicidade da sua existência.
A ele me entrego com a força de todos os sentidos bem segura de que os meus segredos nele vivem...
Jamais dispensarei na minha vida este pequeno mas indefectível prazer de tornar o Mar meu cúmplice pois que são estes momentos de confissão, entrega e reinvenção que me fazem como sou e me conferem a plenitude.
Feitiços e poções de maresias...
terça-feira, 31 de março de 2009
Os elementos da Natureza e Os meus Eus...

Invejo a Água na sua liquidez, estados cristalizados, fluidez e penetração nos espaços improváveis...
Invejo o Fogo nas cores, no calor, no paradoxo de cura e destruição...
Invejo a Terra na eterna renovação, no seu ventre de seres vivos, nos cheiros que exala ao receber a chuva...
Invejo o Ar na invisibilidade, na força dos ventos que oculta, na dança que imprime às folhas ou outros entes leves...
E nesta inveja dos elementos, sentida na dualidade do meu Eu, acabo por me invejar...
Sou (também) Água porque penetrei em almas impenetráveis e aí me cristalizei,
Sou (também) Fogo porque me curo e me destruo na ambivalência das emoções,
Sou (também) Terra porque me renovo a cada reverso e sou ventre de vida,
Sou (também) Ar porque oculto ventos destemidos e enleio almas numa dança feitiço...
... Afinal, é na natureza de mim, do meu Eu, que me vejo: ... Uma mulher
Um texto de intervenção... quando um veneno é remédio
Este texto foi escrito aquando da discussão pública da despenalização do Aborto e do aborto político que foi a cobardia de passar essa decisão pelo crivo do Referendo...
Porque, de facto, estes meus últimos dias têm sido de hesitações e sentimentos menos fortes, quis relembrar ou reviver a emoção de força e intrepidez que coloquei e transborda deste texto.
Nessa revivência, trouxe a mim mesma a revitalização que precisava...
Foi um momento de veneno que, hoje, se assumiu como remédio regenerador ...
Um sorriso curado! ...
««««««««««««««««««««
Francamente sempre me considerei grata essencialmente a quem nos nossos passados lutou para que hoje possámos exercer plenamente os nossos direitos cívicos.
A cidadania, a participação como cidadão na organização da cidade, comporta direitos mas tem correlativos deveres. Mais do que direito à cidania, há momentos em que nos é exigido o dever de cidadania.
Somos parte de uma engrenagem e devemos ter voz activa, lutar para que sejamos ouvidos e devemos dar nosso contributo para a máquina: seja incentivando quem vai ao leme, seja criticando despotismos, cobardias, injustiças...
Tenho para mim que esta questão do Aborto é uma hipocrisia do Governo, uma cobardia... Se há coragem política para congelar salários, permitir encerramentos de fábricas, aumentar despudoramente impostos, encerrar maternidades enquanto se gastam milhões em obras megalómanas de inúteis, então deveria haver coragem para cumprir o que era programa eleitoral e agora é mote de campanha a favor do SIM...
Enfim, isso são contas de outro rosário.
Eu estou esclarecida há muito tempo.
É minha inabalável convicção de que as mulheres não devem abortar. É vida e é vida humana. Mas se elas tomarem essa decisão, intíma, dolorosa, angustiante, fragilizante, solitária, de perda, de confusão, de desespero, é humano, depois de tudo isso, deverem sujeitar-se ao vão de uma escada, à carnificina de uma qualquer habilidosa portadora de metálicos e sujos instrumentos, arrancar de si o que já assumiu como vida e conviver com o estropiamento fisico e incontornável expiação de conscicência ??!!
Ou, pelo contrário, não deve uma sociedade civilizada permitir que essa difícil decisão seja executada em condições de higiene e saúde garantidas?!!
Não é hipocrisia manter-se o epíteto de criminosa a uma mulher destas? Diz-se que os tribunais são sensíveis e não punem, apesar da lei ... mas isto faz sentido??!!!
Do ponto de vista técnico-legal é um absurdo!!! O Direito Penal pauta-se pelo princípio da subsidariedade e necessidade da pena .... Ora, se se diz que" há crime, mas atenção! nestas situações especiais não há condenação", então para quê a norma incriminadora?? Para inglês ver??! Para ser bonito? Católicamente correcto?? ... Enfim ...
Mas admito que é uma questão de convicção pessoal.
Daí que em conversas públicas, com amigos ou não amigos, com familiares ou colegas, nunca tenha ultrapassado o registo do argumento técnico-legal .... porque convicções não se discutem, luta-se por elas!
Agora o que verdadeiramente desejo é que as pessoas, os cidadãos participem. O direito ao voto, à palavra a dar, à participação, é inalienável. Foi uma conquista e tantas vezes é reduzido a um mero acto de "alimentar políticos" .... Que argumento triste!...
Votar é ser cidadão, e eu, enquanto puder, iriei sempre nem que seja para votar em branco!Não abdico da minha cidadania!!!Por isso, vote-se Sim ou Não, o importante é ir!!! É sair deste conforto amorfo do sofá e do apático e asqueroso argumento de que "o meu voto não é preciso"...
A este propósito, apetece-me partilhar este belíssimo "hino" do Luís Fernando Veríssimo...
"Esse é o mote:Vote!
Estamos todos no mesmo bote.
Vote.
Escolha o menos fracote
e vote.
Já não se votou no Lott?
Pois vote.
Não anule nem faça trote.
Vote.
Pelas barbas do Quixote,vote!
Não picote o papelote.
Vote.
Tire os nomes de um pote.
Ou do decote.
Mas vote.
Não passa na glote?Não faz mal.
Vote.
Você preferia ficar em casa ouvindo o Concerto em Dó Maior deGottfried Munthel para Orquestra, Baixo Contínuo e Fagote?
Tomando um scotch? Esquece.
Vote.
Vote em sacerdote,
Ou em hotentote.
Mas vote.
Vote em cocote. (Mas não em iscariote.)
Mas vote.
Não fique aí pensando "to be or not".Vote!
E, se no fim faltar rima, não se apague.
Sufrague."
Porque, de facto, estes meus últimos dias têm sido de hesitações e sentimentos menos fortes, quis relembrar ou reviver a emoção de força e intrepidez que coloquei e transborda deste texto.
Nessa revivência, trouxe a mim mesma a revitalização que precisava...
Foi um momento de veneno que, hoje, se assumiu como remédio regenerador ...
Um sorriso curado! ...
««««««««««««««««««««
Francamente sempre me considerei grata essencialmente a quem nos nossos passados lutou para que hoje possámos exercer plenamente os nossos direitos cívicos.
A cidadania, a participação como cidadão na organização da cidade, comporta direitos mas tem correlativos deveres. Mais do que direito à cidania, há momentos em que nos é exigido o dever de cidadania.
Somos parte de uma engrenagem e devemos ter voz activa, lutar para que sejamos ouvidos e devemos dar nosso contributo para a máquina: seja incentivando quem vai ao leme, seja criticando despotismos, cobardias, injustiças...
Tenho para mim que esta questão do Aborto é uma hipocrisia do Governo, uma cobardia... Se há coragem política para congelar salários, permitir encerramentos de fábricas, aumentar despudoramente impostos, encerrar maternidades enquanto se gastam milhões em obras megalómanas de inúteis, então deveria haver coragem para cumprir o que era programa eleitoral e agora é mote de campanha a favor do SIM...
Enfim, isso são contas de outro rosário.
Eu estou esclarecida há muito tempo.
É minha inabalável convicção de que as mulheres não devem abortar. É vida e é vida humana. Mas se elas tomarem essa decisão, intíma, dolorosa, angustiante, fragilizante, solitária, de perda, de confusão, de desespero, é humano, depois de tudo isso, deverem sujeitar-se ao vão de uma escada, à carnificina de uma qualquer habilidosa portadora de metálicos e sujos instrumentos, arrancar de si o que já assumiu como vida e conviver com o estropiamento fisico e incontornável expiação de conscicência ??!!
Ou, pelo contrário, não deve uma sociedade civilizada permitir que essa difícil decisão seja executada em condições de higiene e saúde garantidas?!!
Não é hipocrisia manter-se o epíteto de criminosa a uma mulher destas? Diz-se que os tribunais são sensíveis e não punem, apesar da lei ... mas isto faz sentido??!!!
Do ponto de vista técnico-legal é um absurdo!!! O Direito Penal pauta-se pelo princípio da subsidariedade e necessidade da pena .... Ora, se se diz que" há crime, mas atenção! nestas situações especiais não há condenação", então para quê a norma incriminadora?? Para inglês ver??! Para ser bonito? Católicamente correcto?? ... Enfim ...
Mas admito que é uma questão de convicção pessoal.
Daí que em conversas públicas, com amigos ou não amigos, com familiares ou colegas, nunca tenha ultrapassado o registo do argumento técnico-legal .... porque convicções não se discutem, luta-se por elas!
Agora o que verdadeiramente desejo é que as pessoas, os cidadãos participem. O direito ao voto, à palavra a dar, à participação, é inalienável. Foi uma conquista e tantas vezes é reduzido a um mero acto de "alimentar políticos" .... Que argumento triste!...
Votar é ser cidadão, e eu, enquanto puder, iriei sempre nem que seja para votar em branco!Não abdico da minha cidadania!!!Por isso, vote-se Sim ou Não, o importante é ir!!! É sair deste conforto amorfo do sofá e do apático e asqueroso argumento de que "o meu voto não é preciso"...
A este propósito, apetece-me partilhar este belíssimo "hino" do Luís Fernando Veríssimo...
"Esse é o mote:Vote!
Estamos todos no mesmo bote.
Vote.
Escolha o menos fracote
e vote.
Já não se votou no Lott?
Pois vote.
Não anule nem faça trote.
Vote.
Pelas barbas do Quixote,vote!
Não picote o papelote.
Vote.
Tire os nomes de um pote.
Ou do decote.
Mas vote.
Não passa na glote?Não faz mal.
Vote.
Você preferia ficar em casa ouvindo o Concerto em Dó Maior deGottfried Munthel para Orquestra, Baixo Contínuo e Fagote?
Tomando um scotch? Esquece.
Vote.
Vote em sacerdote,
Ou em hotentote.
Mas vote.
Vote em cocote. (Mas não em iscariote.)
Mas vote.
Não fique aí pensando "to be or not".Vote!
E, se no fim faltar rima, não se apague.
Sufrague."
sexta-feira, 27 de março de 2009
Feitiços da Amizade...
Hoje é um dia a que costumo chamar de "dia Fénix" invocando assim a história mitológica daquela que renasce das cinzas...
Há dias em que as emoções são como que consumidas num fogo tal que julgamos devastador a ponto de nada mais se poder reconstruir ou recuperar.
É nessa patética incredulidade, a que muitas vezes me entrego, que brotam pequenos apontamentos de esperança. Gestos, palavras, presenças que, donas de uma força quase hérculea, me resgatam e me rendem ao intímo recolhimento da escrita, restando apenas a capacidade de partilhar este belíssimo texto de Vinicius de Moraes:
" Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro embora não declare e não os procure.E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os."
Assim, obrigada pelos comentários e pela força...
E sem distinguir, mas querendo reconhecer, deixo um feitiço muito terno a uma amizade muito especial... A ti: Obrigada...
Beijos endiabrados
Há dias em que as emoções são como que consumidas num fogo tal que julgamos devastador a ponto de nada mais se poder reconstruir ou recuperar.
É nessa patética incredulidade, a que muitas vezes me entrego, que brotam pequenos apontamentos de esperança. Gestos, palavras, presenças que, donas de uma força quase hérculea, me resgatam e me rendem ao intímo recolhimento da escrita, restando apenas a capacidade de partilhar este belíssimo texto de Vinicius de Moraes:
" Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro embora não declare e não os procure.E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os."
Assim, obrigada pelos comentários e pela força...
E sem distinguir, mas querendo reconhecer, deixo um feitiço muito terno a uma amizade muito especial... A ti: Obrigada...
Beijos endiabrados
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